Relato de parto: Franciele e o nascimento normal do Murilo
A emocionante jornada de Franciele: superação e amor no nascimento do Murilo
Cada gestação é uma história única, repleta de expectativas, sonhos e, por vezes, de desafios que testam a força dos pais. O segundo parto de Franciele Deluque foi a realização de um grande desejo: vivenciar um parto normal. O pequeno Murilo veio ao mundo no comecinho da manhã do dia 3 de fevereiro, trazendo consigo não apenas a alegria do nascimento, mas também o alívio e a superação de medos que acompanharam o casal desde os primeiros exames.
Planejado com muito carinho e aguardado ansiosamente pela irmã mais velha, a jornada de Murilo começou a ganhar capítulos intensos ainda no primeiro ultrassom morfológico. É nessa fase que as famílias começam a desenhar o rostinho do bebê e, para Franciele, foi o momento de descobrir que seu filho nasceria com fissura labial bilateral (popularmente conhecida como lábio leporino).
O diagnóstico na gestação e a busca por informação
A descoberta da fissura labial durante a gravidez semana a semana trouxe um misto de sentimentos. Como o pai do bebê havia nascido com a mesma condição, a possibilidade já era conhecida pela família. Mesmo assim, o diagnóstico inicial gerou preocupações profundas no coração da mãe.
"Na hora aceitei bem, mas depois me deu um desespero em pensar na possibilidade de ele ter o palato aberto também e eu não conseguir amamentá-lo", relata Franciele. O medo das futuras cirurgias e das dificuldades de sucção é comum nesses casos, mas a busca por informação de qualidade foi a chave para acalmar o coração dos pais. Com o apoio mútuo e a orientação adequada, o medo deu lugar à preparação para o momento do nascimento.
A Sociedade Brasileira de Pediatria reforça a importância do acompanhamento pré-natal detalhado para que a família receba o suporte multiprofissional necessário desde a gestação, garantindo que o aleitamento materno e os cuidados iniciais sejam planejados com segurança.
A evolução do trabalho de parto e a busca pelo parto normal
Como a primeira filha de Franciele havia nascido de uma cesárea, o desejo de passar pela experiência de um parto normal era muito forte nesta segunda gestação. O corpo deu os primeiros sinais de que a hora estava chegando no início de fevereiro, quando a gestação completou 40 semanas de acordo com a calculadora de gravidez.
Após uma consulta de pré-natal de rotina e alguns procedimentos para ajudar o colo do útero a amolecer, Franciele começou a sentir cólicas e contrações leves. No dia seguinte, as contrações tornaram-se mais ritmadas e intensas, levando o casal à maternidade no início da noite. No entanto, com apenas três centímetros de dilatação e após a avaliação do bem-estar fetal, a recomendação médica foi retornar para casa para aguardar a evolução natural do processo.
O retorno para casa foi breve. À meia-noite, com contrações fortes vindo a cada três minutos e a dificuldade para caminhar se acentuando, Franciele foi internada com quatro centímetros de dilatação. A madrugada que se seguiu exigiu entrega física e emocional.
A força do apoio e o momento do nascimento
Durante as horas intensas de trabalho de parto ativo, Franciele utilizou recursos de alívio da dor, como banhos quentes e exercícios na bola de pilates. Nesse cenário de entrega, o papel do acompanhante foi fundamental. "O apoio e o amor do meu marido nessa hora foram fundamentais. Sem ele não sei se conseguiria aguentar", relembra.
Às 6h da manhã, com a chegada da equipe médica e a ruptura espontânea da bolsa, o trabalho de parto entrou na fase expulsiva. Franciele descreve essa etapa como uma força instintiva incomparável: "Meu corpo parecia ter vontade própria. Apesar das dores, a cada contração vinha aquela vontade de fazer força. Algo impossível de controlar!".
Às 6h56, Murilo nasceu pesando 3,405 kg e medindo 48 centímetros. O primeiro grande alívio veio logo após a avaliação inicial do pediatra na sala de parto: o palato do bebê estava completamente intacto, o que facilitaria muito a amamentação e o desenvolvimento inicial.
O primeiro encontro e a amamentação na hora de ouro
A emoção tomou conta de todos no quarto de parto quando, logo após o nascimento, Murilo foi colocado no colo da mãe. O instinto do bebê falou mais alto e, imediatamente, ele procurou o peito para realizar a sua primeira mamada de forma natural e vigorosa.
Para Franciele, ver o filho mamar com sucesso desfez instantaneamente todos os medos que acumulou durante os meses de espera. O amor e a conexão foram imediatos. Mais tarde, no quarto da maternidade, decorado com todo o carinho e com o aconchego de um lençol macio, o encontro de Murilo com a irmã mais velha selou esse momento inesquecível com lágrimas de pura alegria familiar.
Perguntas frequentes
O que é a fissura labial e como ela é diagnosticada na gravidez?
A fissura labial é uma malformação congênita que ocorre durante o desenvolvimento do feto. Ela pode ser diagnosticada ainda na gestação por meio do ultrassom morfológico realizado no segundo trimestre, permitindo que a família se prepare com orientação adequada.
O bebê com fissura labial consegue mamar no peito?
Sim, muitos bebês com fissura labial conseguem mamar diretamente no peito, especialmente se o palato estiver intacto. Em casos de dúvidas ou dificuldades de pega, a orientação é sempre procurar o pediatra ou um fonoaudiólogo especialista para auxiliar no processo.
Quais métodos ajudam no alívio da dor durante o parto normal?
Métodos não farmacológicos como banhos de chuveiro quente, uso da bola de pilates, massagens na região lombar e a movimentação livre são excelentes aliados para o alívio das dores durante o trabalho de parto.
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Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação do pediatra ou do obstetra. Em caso de dúvida sobre a saúde do seu bebê ou a sua, procure o profissional que acompanha a família.