Pular para o conteudo

Por que os bebês estranham algumas pessoas? Entenda essa fase

22 de agosto de 2026 7 min de leitura Por Grão de Gente

Por que os bebês estranham algumas pessoas?

A cena é clássica e acontece em quase toda família: aquele bebê que antes sorria para todo mundo, de repente, começa a chorar só de ver um parente mais distante ou um amigo se aproximar. Muitas vezes, até mesmo os avós ou tios queridos acabam recebendo um olhar desconfiado ou um choro sentido. Esse comportamento costuma deixar os pais constrangidos e as visitas sem graça, mas a verdade é que essa reação é absolutamente normal e esperada.

Aqui na Grão de Gente, acompanhando de perto a jornada de milhares de famílias há mais de 12 anos, sabemos bem como essas pequenas mudanças no comportamento dos pequenos geram dúvidas. Para acalmar o seu coração, a primeira coisa que você precisa saber é: o fato de o bebê estranhar outras pessoas é um excelente sinal de amadurecimento cognitivo e emocional.

Neste artigo, vamos explicar em detalhes o que está por trás dessa fase, como funciona a chamada angústia da separação e o que você pode fazer na rotina prática para ajudar o seu filho a passar por esse período com muito aconchego e segurança.

A fase da angústia da separação e o amadurecimento do bebê

Para compreender por que os bebês estranham algumas pessoas, precisamos olhar para como eles enxergam o mundo nos primeiros meses de vida. Logo após o nascimento, o recém-nascido não tem consciência de que ele e a mãe são indivíduos diferentes. Para ele, os dois são uma única extensão do mesmo corpo. Como ainda não diferencia essa separação, o bebê costuma aceitar o colo de outras pessoas com muito mais facilidade, desde que suas necessidades básicas de sono, alimentação e conforto estejam atendidas.

No entanto, por volta do sexto mês de vida, ocorrem transformações profundas no desenvolvimento cerebral da criança. É nessa fase que ela começa a perceber que é uma pessoa separada da mãe. Essa descoberta incrível vem acompanhada de uma percepção importante: se a mãe é uma pessoa diferente, ela também pode se afastar e ir embora.

Essa nova percepção gera o que a psicologia do desenvolvimento chama de angústia da separação. O bebê percebe que depende daquela figura principal de apego para sobreviver e tem medo de que ela desapareça. Portanto, quando uma pessoa menos familiar se aproxima ou tenta pegá-lo no colo, o pequeno reage defensivamente, buscando o porto seguro que ele já conhece e confia.

Quando esse comportamento começa e quanto tempo dura?

Geralmente, o comportamento de estranhar rostos novos ou menos frequentes começa a se manifestar entre o sexto e o oitavo mês de vida, podendo ter seu ápice por volta do primeiro ano. No entanto, cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento, e algumas podem demonstrar essa sensibilidade um pouco antes ou depois.

A Sociedade Brasileira de Pediatria aponta que essas fases de transição e marcos do desenvolvimento são naturais e variam conforme o temperamento de cada criança. Se você quiser se aprofundar nas diretrizes de desenvolvimento infantil recomendadas pelos especialistas, vale a pena consultar o portal da Sociedade Brasileira de Pediatria para entender melhor cada etapa de crescimento do seu filho.

É importante ressaltar que o temperamento do bebê influencia diretamente a intensidade dessa fase. Alguns bebês são naturalmente mais expressivos e vão chorar alto ou gritar ao ver alguém desconhecido. Outros, mais discretos, apenas demonstram uma clara tensão corporal, desviam o olhar, seguram com força a roupa dos pais ou escondem o rosto no peito da mãe.

Dicas práticas para ajudar o bebê a passar por essa fase

Embora seja uma etapa saudável do crescimento, existem maneiras práticas de tornar esse processo de transição menos estressante para o bebê e para toda a família. Veja algumas orientações simples para aplicar no dia a dia:

1. Respeite o tempo e o espaço do pequeno

Nunca force o bebê a ir para o colo de alguém se ele demonstrar resistência. Forçar o contato físico pode aumentar o sentimento de insegurança e fazer com que ele associe aquela pessoa a um momento de estresse extremo. Quando receber visitas, peça para que se aproximem aos poucos, conversem com o bebê mantendo uma distância segura e deixem que ele tome a iniciativa de interagir quando se sentir confortável. Vista seu pequeno com roupas de bebê confortáveis e maleáveis para que ele não se sinta fisicamente limitado ou irritado durante as visitas.

2. Crie uma rotina de transição

A previsibilidade é uma das maiores fontes de segurança para os bebês. Manter uma rotina consistente para as mamadas, banhos e sonecas ajuda a diminuir a ansiedade geral da criança. Se o bebê estiver descansado e alimentado, a chance de ele reagir de forma tranquila à presença de outras pessoas é significativamente maior. Na hora de arrumar o pequeno para um passeio, por exemplo, escolha um body fresquinho e macio, deixando tudo pronto com antecedência para evitar correrias que possam deixá-lo agitado.

3. Faça brincadeiras de esconde-esconde

A clássica brincadeira de cobrir o rosto com as mãos ou com uma fraldinha e perguntar "cadê o bebê? achou!" tem um papel pedagógico essencial nessa fase. Ela ensina à criança, de forma lúdica, o conceito de permanência do objeto: ou seja, que as coisas e as pessoas continuam existindo mesmo quando saem do seu campo de visão. Brincar disso diariamente ajuda o bebê a entender que, quando a mãe sai do quarto por alguns instantes, ela vai voltar.

4. Não saia escondida

Muitos pais cometem o erro de aproveitar que o bebê se distraiu para sair de fininho sem se despedir, acreditando que assim evitam o choro. No entanto, essa atitude gera o efeito contrário: quando o bebê percebe que a mãe sumiu do nada, seu nível de ansiedade sobe, pois ele sente que a mãe pode desaparecer a qualquer momento sem aviso. O correto é sempre se despedir de forma carinhosa, breve e firme, dizendo que vai voltar logo, mesmo que ele chore um pouco no início.

5. Ofereça um objeto de transição

Os objetos de transição, como naninhas, brinquedos de pelúcia macios ou uma fraldinha de boca aconchegante, desempenham um papel fundamental para acalmar os pequenos. Esse objeto representa uma ponte de segurança entre o mundo conhecido (os pais) e o desconhecido. Ter esse item por perto quando o bebê estiver em um ambiente diferente ou na presença de visitas traz uma sensação imediata de conforto emocional.

Quando o choro pode ser outra coisa?

Embora estranhar pessoas seja um comportamento esperado, é fundamental que os pais fiquem atentos a outros sinais que possam indicar desconforto físico. Às vezes, o bebê chora na presença de visitas não apenas pela timidez ou ansiedade, mas porque está com cólica, com calor, frio ou dentes nascendo. Se o choro for inconsolável, persistente, se houver febre ou qualquer alteração no padrão de sono e alimentação que pareça anormal, a orientação é sempre procurar o pediatra para uma avaliação detalhada e segura.

Perguntas frequentes

Com quantos meses o bebê começa a estranhar as pessoas?

Geralmente, esse comportamento se inicia entre o sexto e o oitavo mês de vida, coincidindo com o desenvolvimento da percepção de individualidade do bebê e com o início da fase de engatinhar.

O que fazer quando o bebê estranha os próprios avós?

O ideal é não forçar o colo imediato. Oriente os avós a conversarem com o bebê mantendo uma distância confortável, oferecendo brinquedos ou interagindo primeiro por meio de brincadeiras leves até que a criança se sinta segura para a aproximação física.

Como diferenciar a angústia da separação de um desconforto físico?

A angústia da separação costuma cessar ou diminuir rapidamente assim que o bebê volta para o colo da mãe ou do pai. Se o bebê continuar chorando intensamente mesmo acolhido e seguro nos braços dos pais, vale investigar possíveis desconfortos físicos e consultar o pediatra.

Para garantir que seu filho passe por todas as fases do desenvolvimento com o máximo de aconchego, o conforto das peças que ele veste no dia a dia faz toda a diferença. Convidamos você a conhecer nossa seleção completa de roupas de bebê, desenvolvidas com tecidos extremamente macios e suaves para proteger a pele sensível do seu amor em cada descoberta.

Usamos cookies para melhorar sua experiencia. Consulte nossa Politica de Cookies.