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Furo na orelha do bebê: a polêmica de Virginia Fonseca e os cuidados

14 de agosto de 2026 6 min de leitura Por Grão de Gente

O dia em que a influencer Virgínia Fonseca gerou polêmica com o furo na orelha da filha

A chegada de um recém-nascido traz um turbilhão de emoções, preparativos e, claro, muitas decisões para os pais. Entre escolher as primeiras roupas de bebê e organizar o quartinho, um assunto tradicional costuma dividir opiniões: o primeiro furo na orelha. O tema ganhou os holofotes quando a influencer virgínia fonseca gera polêmica por querer fazer dois furos na orelha da sua filha, Maria Alice, quando ela tinha apenas 40 dias de vida.

Na ocasião, a influenciadora digital compartilhou com seus seguidores o desejo de realizar um duplo furo na bebê. A internet rapidamente se dividiu entre críticas sobre a necessidade do procedimento estético em uma criança tão pequena e o apoio à autonomia da mãe. A repercussão foi tamanha que Virgínia chegou a desabafar em suas redes sociais e até desativou temporariamente sua conta no Twitter na época, reforçando que jamais faria algo para prejudicar ou machucar a filha.

Apesar do desejo inicial, a equipe especializada contratada por Virgínia explicou que a anatomia da orelha da bebê ainda não comportava o segundo furo com segurança. Assim, Maria Alice acabou recebendo apenas um brinco em cada lóbulo, de forma humanizada e segura. Mas essa discussão acendeu um alerta importante para milhares de famílias: afinal, o que é permitido e seguro quando o assunto é furar a orelha de um recém-nascido?

É possível fazer dois furos na orelha do bebê de forma segura?

De forma geral, a realização de duas perfurações no lóbulo do bebê é anatomicamente complexa e raramente recomendada por profissionais de saúde. O lóbulo de um recém-nascido é extremamente pequeno, delicado e ainda está em pleno desenvolvimento físico.

Embora tecnicamente a legislação brasileira não proíba intervenções de brincos no lóbulo com autorização dos responsáveis, qualquer perfuração que atinja a região da cartilagem (acima do lóbulo) é considerada piercing. Em menores de idade, especialmente bebês, perfurações em cartilagem são contraindicadas pelo risco severo de deformidade, infecção e inflamação local de difícil tratamento.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é sempre prezar pelo conforto, segurança e bem-estar do bebê em primeiro lugar. Para qualquer decisão sobre procedimentos estéticos ou intervenções físicas na rotina do recém-nascido, a orientação é clara: procure o pediatra para avaliar a saúde geral da criança e o momento mais seguro para cada passo.

Qual é a idade recomendada para o primeiro furo?

A idade ideal para realizar o primeiro furo na orelha do bebê é um assunto que exige atenção médica e cautela familiar. Muitos profissionais recomendam aguardar até que a criança tenha recebido as primeiras vacinas essenciais do calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde, especificamente a vacina contra o tétano (presente na vacina Pentavalente), que costuma ser aplicada aos 2 meses de vida.

Aguardar esse período inicial ajuda a garantir que o sistema imunológico do bebê esteja mais maduro para lidar com possíveis processos de cicatrização. Além disso, antes de realizar qualquer procedimento, certifique-se de que o bebê está calmo, alimentado e saudável. Vestir a criança com um body confortável e fácil de vestir evita que a roupa fique enroscando na orelhinha recém-perfurada durante as trocas.

Técnica humanizada de furo de orelha: como funciona?

Atualmente, as técnicas humanizadas ganharam grande espaço entre as famílias que optam por colocar brincos em suas bebês. Diferente dos métodos antigos e barulhentos, o furo humanizado busca trazer o máximo de acolhimento e o mínimo de estresse para a criança.

  • Uso de pomadas anestésicas adequadas: Sob expressa orientação e prescrição do pediatra, podem ser aplicados anestésicos tópicos locais para reduzir a sensibilidade do lóbulo.
  • Método silencioso: Dispositivos modernos e estéreis substituem as antigas pistolas de pressão rápida, cujo barulho costumava assustar imensamente os bebês.
  • Ponto neutro e acupuntura: Profissionais especializados buscam localizar o ponto neutro do lóbulo, evitando terminações nervosas importantes para garantir um furo simétrico e confortável.
  • Ambiente acolhedor: O procedimento pode ser realizado enquanto a mãe amamenta ou enquanto o bebê está relaxado no colo, reduzindo significativamente o choro e a tensão.

Para deixar sua filha tranquila e estilosa para registrar esse momento de forma confortável, vale a pena escolher um visual delicado, como um vestido de tecido macio e antialérgico, que não irrite a pele sensível da recém-nascida.

Cuidados essenciais após furar a orelhinha do bebê

O sucesso do procedimento depende diretamente dos cuidados diários pós-furo na rotina doméstica. O lóbulo recém-perfurado exige uma rotina rigorosa de higiene para evitar infecções e garantir uma cicatrização perfeita.

A higienização deve ser feita diariamente, de preferência durante ou após o banho, utilizando sabonete líquido neutro e água corrente. Seque muito bem a região com uma toalha limpa ou haste flexível de algodão, sem esfregar. Evite o uso de produtos químicos agressivos, álcool em gel ou pomadas sem a indicação expressa do médico da criança.

Durante as trocas de roupas ou na hora de amamentar, tome cuidado para que fios soltos ou golas não enrosquem no brinco. Optar por peças funcionais e delicadas, como o Macacão Longo Princess com Gola Rosa, ajuda a garantir o livre movimento do bebê com total segurança e conforto para a região das orelhas.

Caso note qualquer sinal de vermelhidão excessiva, inchaço, calor local, secreção ou se a bebê demonstrar dor persistente e febre, não tente tratar em casa e não aplique medicamentos por conta própria: procure o pediatra imediatamente.

Perguntas frequentes

Pode furar a orelha do bebê na maternidade?

Embora no passado fosse uma prática muito comum, atualmente a maioria das maternidades não realiza mais esse procedimento por questões de protocolo de segurança hospitalar e controle de infecções. O ideal é realizar o furo em ambiente residencial ou clínica especializada após a alta médica.

Qual é o melhor material para o primeiro brinco do bebê?

Recomenda-se o uso de ouro 18k, aço cirúrgico ou titânio, que apresentam excelente biocompatibilidade com o organismo e reduzem drasticamente as chances de reações alérgicas ou dermatites de contato. Evite o uso de bijuterias comuns ou prata no lóbulo de recém-nascidos.

O que fazer se o furo da orelha do bebê inflamar?

Se notar qualquer sinal de inflamação, como pus, inchaço ou vermelhidão intensa, a única conduta segura é manter o local limpo e procurar o pediatra para receber o diagnóstico e a indicação de tratamento corretos.

Pode girar o brinco do bebê durante a cicatrização?

As recomendações atuais indicam que não há necessidade de girar excessivamente o brinco, pois isso pode reabrir a ferida interna em cicatrização e introduzir bactérias com as mãos. Limpe a região delicadamente sem movimentar bruscamente a joia.

Agora que você já sabe como cuidar da segurança e do conforto do seu bebê na hora de tomar decisões delicadas como essa, aproveite para preparar o guarda-roupa da sua pequena com peças seguras, macias e antialérgicas. Conheça nossa seleção exclusiva de Roupas de Bebê e garanta looks apaixonantes com o conforto que o seu maior amor merece!

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