3 mitos sobre os alimentos na amamentação que você precisa conhecer
Desvendando os mitos sobre a alimentação na amamentação
Se você se tornou mãe recentemente, certamente já ouviu uma lista interminável de "proibições" ou "recomendações" sobre o que deve ou não comer durante a fase de amamentação. A pressão para garantir que o bebê não tenha cólicas, gases ou qualquer desconforto faz com que muitas lactantes restrinjam drasticamente a própria dieta, muitas vezes sem necessidade real. Na Grão de Gente, que acompanha a jornada de milhares de famílias há 12 anos, sabemos que a fase do puerpério já traz desafios suficientes para que a hora da refeição se torne mais uma fonte de ansiedade.
É fundamental lembrar que, conforme orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, a amamentação exclusiva até os seis meses é a melhor forma de nutrição para o lactente. Para que a mãe consiga manter essa rotina com saúde, o equilíbrio é o seu melhor aliado. Vamos explorar três dos mitos mais comuns que circulam nos grupos de conversa e entender o que a ciência realmente diz sobre eles.
Mito 1: "Chocolate causa cólica e gases no bebê"
Este é, talvez, o mito que mais gera culpa nas mamães. É muito comum ouvir que, ao ingerir um pedacinho de chocolate, a mãe está "condenando" o bebê a uma noite de choro por cólicas. No entanto, não existem evidências científicas que comprovem uma relação direta e obrigatória entre o consumo moderado de chocolate pela mãe e o desconforto intestinal do bebê.
As cólicas do recém-nascido, em sua grande maioria, estão ligadas à imaturidade do sistema gastrointestinal do pequeno, que ainda está aprendendo a processar o leite e a lidar com a microbiota. O choro e o desconforto fazem parte do desenvolvimento inicial. Se você tem dúvidas sobre algo específico que consome, observe o comportamento do seu bebê, mas evite tirar grupos inteiros de alimentos sem orientação profissional. Se o desconforto for excessivo, procure sempre o pediatra para uma avaliação individualizada.
Mito 2: "Feijão, brócolis e couve-flor são proibidos"
Muitas mães chegam a passar meses sem comer leguminosas ou certos vegetais por medo de causar gases no bebê. A verdade é que esses alimentos são ricos em nutrientes essenciais para a saúde materna — e uma mãe bem nutrida produz leite de melhor qualidade. Embora alimentos como o feijão possam causar fermentação no intestino da própria mãe (devido às fibras), isso não significa que eles "passarão" gases diretamente para o bebê através do leite.
A orientação prática aqui é o bom senso. Se um alimento te causa desconforto, tudo bem reduzir o consumo ou prepará-lo de forma diferente (como deixar o feijão de molho por mais tempo, por exemplo). Mas restringir uma dieta variada só atrapalha a sua recuperação pós-parto. Lembre-se que você precisa de energia para lidar com a rotina intensa, que inclui organizar o organizador de berço, preparar os saquinhos maternidade para a próxima saída e cuidar do seu pequeno.
Mito 3: "Canjica e cerveja preta aumentam a produção de leite"
Esta é uma crença cultural muito antiga, mas sem respaldo científico. A ingestão de álcool, inclusive, é desaconselhada durante a amamentação, pois a substância passa para o leite materno. Sobre a canjica, ela é um alimento como qualquer outro: se você gosta, pode comer como parte de uma dieta equilibrada, mas não existe um "alimento mágico" capaz de aumentar a produção de leite sozinha.
De acordo com recomendações oficiais do Ministério da Saúde, o que realmente estimula a produção de leite é a sucção frequente do bebê — quanto mais o bebê mama, mais o corpo entende que precisa produzir. Além disso, a mãe precisa estar hidratada (tenha sempre uma garrafa de água por perto) e, dentro do possível, buscar momentos de descanso. A exaustão e o estresse são os maiores vilões da lactação, não a falta de uma receita caseira específica.
Como manter uma rotina saudável e prática
Para que a amamentação seja um momento de conexão e não de estresse, foque em três pilares: hidratação, alimentação variada e descanso. Não tente ser uma supermulher. Se precisar organizar as trocas do bebê com mais agilidade, use um bom trocador próximo a você e mantenha uma bolsa maternidade pronta para qualquer emergência, poupando seu tempo para o que realmente importa: repousar enquanto o bebê dorme.
Se você se sente perdida sobre quais nutrientes são mais importantes nessa fase, não hesite em consultar um nutricionista ou seu médico. Eles são os únicos profissionais habilitados para prescrever dietas, suplementação ou mudanças reais no seu cardápio, sempre respeitando a sua individualidade biológica.
Perguntas frequentes
Existe algum alimento que deve ser realmente evitado na amamentação?
O álcool deve ser evitado, pois passa diretamente para o leite. Além disso, substâncias estimulantes em excesso (como cafeína em grandes quantidades) podem deixar o bebê irritado ou dificultar o sono dele. Na dúvida, sempre consulte o pediatra.
A mãe precisa comer por dois agora que está amamentando?
Não. A regra é comer com qualidade, não em dobro. O corpo precisa de nutrientes variados para repor as energias gastas na produção de leite, mas o excesso calórico desnecessário não ajuda na amamentação.
O bebê tem muita cólica. Devo cortar tudo da dieta?
Cortar tudo sem orientação médica pode levar à desnutrição materna e ao cansaço extremo. Como a cólica é frequentemente associada à imaturidade do bebê, o mais importante é manter a calma, usar técnicas de acolhimento e conversar com o pediatra sobre a frequência e a intensidade do choro.
A maternidade é uma jornada de aprendizado constante, e na Grão de Gente estamos aqui para oferecer o conforto e a praticidade que você precisa em cada etapa. Explore nossa categoria de bolsa maternidade e garanta muito mais organização para o seu dia a dia com o seu bebê!
Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação do pediatra ou do obstetra. Em caso de dúvida sobre a saúde do seu bebê ou a sua, procure o profissional que acompanha a família.